caio - procedimento de rotina
a partir da leitura de Caio Fernando Abreu, passei a olhar para a minha própria condição homossexual e a procurar nela uma consciência e uma poesia. Esse blog mostra todo esse processo de buscas e pesquisas.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Caio Fernando Abreu, MAIS
domingo, 6 de junho de 2010
eu não sou o que eu me construi sendo. Agora deu um colapso entre essas duas coisas, porque não havia duas, era tudo uma só.
E na verdade nem havia Eu. Que merda!
A parte que tentava entender não podia, pensava que tinha razão. Enquanto o mundo se movia por dentro, e como nada na cabeça pudesse justificar, inventava para cada ação sua justificativa, tentando se criar um pouco acima do ser humano, pra não constatar que tinha merda na barriga, igualzinho aquele sujeito que por alguma razão aprendeu a odiar. E que passaria sabe Deus quanto tempo implorando o seu amor, sem o saber.
aprendeu assim odiar o pai a mãe e os vizinnhos todos um a um. Se fosse necessário fugiria. Não admitiria em si o mesmo equivoco: ser humano. Por isso partiu a primeira vez. As outras todas, já nem precisava de motivos: o mundo não presta, ou nunca presta o suficiente, qualquer um sabe disso.
E o pior já sabia, não havia céu, desde aquele momento já sabia. Sabia de tudo, sempre se pensou sabendo de tudo. Se assim não o fosse como então seria?. Era sabido assim. Mas por via das dúvidas começou a ler todos os manuais. Procurou sempre os recomendados pelo menor número de gente possível, para garantir assim um certo afastamento da mediocridade.
So não contava com o tempo. O poder do tempo é o de ruir.
E na verdade nem havia Eu. Que merda!
A parte que tentava entender não podia, pensava que tinha razão. Enquanto o mundo se movia por dentro, e como nada na cabeça pudesse justificar, inventava para cada ação sua justificativa, tentando se criar um pouco acima do ser humano, pra não constatar que tinha merda na barriga, igualzinho aquele sujeito que por alguma razão aprendeu a odiar. E que passaria sabe Deus quanto tempo implorando o seu amor, sem o saber.
aprendeu assim odiar o pai a mãe e os vizinnhos todos um a um. Se fosse necessário fugiria. Não admitiria em si o mesmo equivoco: ser humano. Por isso partiu a primeira vez. As outras todas, já nem precisava de motivos: o mundo não presta, ou nunca presta o suficiente, qualquer um sabe disso.
E o pior já sabia, não havia céu, desde aquele momento já sabia. Sabia de tudo, sempre se pensou sabendo de tudo. Se assim não o fosse como então seria?. Era sabido assim. Mas por via das dúvidas começou a ler todos os manuais. Procurou sempre os recomendados pelo menor número de gente possível, para garantir assim um certo afastamento da mediocridade.
So não contava com o tempo. O poder do tempo é o de ruir.
domingo, 23 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
RELATORIO -
RELATÓRIO: CAIO – Procedimentos de Rotina.
Maio/2010
Um dia, lendo um dos livros de Caio Fernando Abreu (os dragões não conhecem o Paraíso) , tive a impressão que os contos ali colocados, eram parte da história do autor. Era impossível, pra mim, que alguém conseguisse tanta verossimilhança, sem um envolvimento real com cada uma daquelas histórias.
Interessei-me mais ainda pelos contos e por outros livros do autor. A idéia de realidade passada a limpo, não fugia da minha cabeça. Entendi aos poucos o que ele dizia quando escrevia que a literatura era um modo de se salvar, de sobrevir à vida. Era, pra mim, como se escrevendo, revendo-se, ele poderia se entender mais, se desculpar, se justificar, mas sobretudo se perdoar. Era assim que, me parecia, a literatura o salvaria.
Eu também achava que o amor e o sexo haviam me tomado os anos.
Assinar:
Postagens (Atom)

